Circuito Açores Ilhas Floridas

1.440€

1º DIA - LISBOA / ILHA DO PICO (visita à Ilha Negra)
Pelas 05h30 comparência no aeroporto Humberto Delgado. Formalidades e partida em avião SATA com destino à ILHA DO PICO. Com uma superfície de 447km2, é a segunda maior do arquipélago e a sua montanha o ponto mais elevado de Portugal. Chegada, desembarque, seguido de excursão pela Vila da Madalena. Percorremos a paisagem protegida da cultura da vinha, declarada Património Mundial pela UNESCO. São Mateus (visita a uma das pequenas lojas de exposição e venda das rendas tradicionais). São João. Almoço. Lajes do Pico (Vila Baleeira onde visitamos o Museu dos Baleeiros). Continuamos para o planalto central da montanha do Pico, onde efectuaremos uma paragem na Lagoa do Capitão. Seguimos pela Costa Norte, por São Roque, em direcção ao lugar do Cachorro (pequena aldeia de adegas típicas construídas em basalto). A excursão termina no cais, para a viagem de ferry à ILHA DO FAIAL. Chegada, desembarque e transporte ao hotel Horta * * * * ou similar. Jantar e alojamento.

2º DIA - ILHA DE SÃO JORGE (visita à Ilha das Fajãs)
Após o pequeno-almoço buffet, partida no ferry com destino à ILHA DE SÃO JORGE. Chegada, desembarque, seguido de excursão de visita à Ilha das Fajãs (manifestações únicas da natureza vulcânica dos Açores) pela Vila das Velas, Urzelina (admiramos a sua Torre sobrevivente à erupção vulcânica de 1808 e porto da laranja), Ribeira do Nabo (centro artesanal da ilha), Manadas, Vila da Calheta. Miradouro sobre impressionante falésias e as Fajãs de Santo Cristo e dos Cubres. Durante o percurso, terá lugar o almoço, bem como a visita a uma loja de venda do conhecido queijo de São Jorge (prova). Visita ao Parque Florestal das Sete Pontes, chegados à Vila das Velas, passeio a pé de visita ao jardim Público e entrada na Igreja Matriz das Velas. Jantar local. 
Depois o regresso no ferry ao Faial. Alojamento.

3º DIA – ILHA DO FAIAL  (visita à Ilha Azul)
Após o pequeno-almoço buffet, saímos para excursão de visita à denominada Ilha Azul, pela profusão de hortênsias azuis. É uma das cinco ilhas do grupo central do arquipélago, com uma área de 143 km2. Iniciamos excursão pela cidade da Horta, admiramos a Marina (de belos iates e ponto de encontro de velejadores desportivos), o famoso Peter Café Sport, entrada na Igreja Matriz de São Salvador do séc.XVIII, e visita ao Museu da Cidade, instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, evoca a história da cidade, com destaque para a extraordinária colecção de objectos em miolo de figueira. rtivos). Na ponta da Espalamaca (Moinho de Vento), paramos no Miradouro de Nossa Senhora da Conceição, com vista para a cidade da Horta. Almoço. Flamengos, Caldeira, Piscinas naturais do Varadouro, Vulcão dos Capelinhos (cuja ultima erupção vulcânica decorreu em 1957) a excursão termina no hotel. Jantar e alojamento.

4º Dia - ILHA DO FAIAL, ILHA DAS FLORES, ILHA DO CORVO (Reserva da Biosfera)
Pequeno-almoço buffet. Manhã livre para actividades pessoais. Almoço, seguido do transporte ao aeroporto, formalidades e partida em avião SATA com destino à ILHA DAS FLORES. Chegada, desembarque e transporte ao hotel Ocidental * * * ou similar.
Jantar e alojamento.

5º DIA - ILHA DO CORVO (Reserva da Biosfera)
Após o pequeno-almoço, realizamos uma bela excursão por mar, registando maravilhosos momentos vividos durante a viagem em torno da ILHA DO CORVO, considerada pela UNESCO (Reserva da Biosfera). Chegados à ILHA DO CORVO, desembarque e transporte em mini-bus de visita à Cratera do Caldeirão, considerada a mais imponente do arquipélago. Regresso às Flores. Almoço. Tarde livre para actividades pessoais. Jantar e alojamento.

6º Dia - FLORES (Uma flor no Atlântico), ILHA DE SÃO MIGUEL
Após o pequeno-almoço, partida para excursão de volta à Ilha das Flores, visitando o Museu das Flores e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Saindo de Santa Cruz, subimos à área central da ilha, passando pelo Miradouro do Pico da Casinha e Fonte do Frade. Continuação até à Lagoa da Lomba (miradouro sobre as Lagoas Funda, das Lajes e Rasa). Lagoa Funda, Lagoa Comprida, Lagoa Seca, uma área onde se encontram exemplares da floresta Laurissilva, Miradouro Craveiro Lopes de onde poderemos observar as cascatas provenientes da Ribeira Grande. Almoço no percurso. Fajãzinha, Fajã Grande, Miradouro da Fajãzinha e da Rocha dos Bordões. Vila das Lajes. Santa Cruz, terminando no aeroporto. Formalidades e partida em avião com destino à ILHA DE SÃO MIGUEL. Chegada, desembarque e transporte ao hotel Comfort Inn * * *  ou similar.
Jantar e alojamento.

7º Dia - FURNAS, CALDEIRAS, PARQUE TERRA NOSTRA, LAGOA DO FOGO, RIBEIRA GRANDE
Após pequeno-almoço, deixamos o hotel para excursão por Vila Franca do Campo onde sugerimos saborear as famosas Queijadas da Vila. Chegada ao Vale das Furnas visita ao romântico Parque Terra Nostra, com possibilidade de se banhar na piscina termal de águas férreas, a mais de 30º. Almoço do "Cozido das Furnas”. Visita às Caldeiras, subida ao miradouro do Pico do Ferro, Miradouro de Santa Iria, continuação para a cidade da Ribeira Grande, onde terá a oportunidade de provar os famosos licores produzidos com frutos da ilha. Pico da Barrosa (um dos picos mais altos da Ilha que providencia uma das vistas mais extraordinárias sobre a Lagoa do Fogo). Regresso ao hotel. Jantar e alojamento.

8º Dia - LAGOA DAS SETE CIDADES (Maravilha Natural de Portugal), LAGOA DE SANTIAGO, ESTUFAS, LISBOA
Após o pequeno-almoço, saída para excursão ao maciço montanhoso das Sete Cidades, com paragens nos belos miradouros do Escalvado, Pico do Carvão e Vista do Rei, onde se deslumbra a vista da cratera das Sete Cidades e das suas lindíssimas lagoas Azul e Verde. Inicia-se a descida para o interior da cratera, onde se irá maravilhar com a lagoa de Santiago, paragem que antecede a chegada à pitoresca freguesia das Sete Cidades, depois na Fajã de Baixo uma visita às tradicionais estufas de ananases, cultura biológica desenvolvida em estufas de vidro, com prova de licor. Almoço. Tempo livre em Ponta Delgada para a compra de recordações.
Em hora a indicar, transporte ao aeroporto, formalidades e partida em avião com destino a LISBOA.

TUDO INCLUÍDO CONFORME PROGRAMA
Inclui a passagem aérea com direito a uma mala de porão por pessoa até 23kg, transferes e excursões de visita a cada uma das ilhas com o acompanhamento do nosso guia, estadia de 7 noites de hotel, todas as refeições desde o almoço do 1º dia ao almoço do 8º dia, incluindo bebidas às refeições (vinho da casa e água, ou refrigerante ou cerveja), excursão de Barco e mini bus à ilha do Corvo, Barco Pico / Faial e Faial / São Jorge / Faial, entradas no museu dos Baleeiros, museu da Horta, museu das Flores, Igreja Matriz das Velas, Vale das Furnas, Parque Terra Nostra, museu do Convento da Esperança, seguro assistência em viagem, taxas de aviação, taxas de turismo.

PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO
- 1.440€

O ARQUIPÉLAGO


GEOGRAFIA

As nove ilhas do Arquipélago dos Açores são todas de origem vulcânica e encontram-se  em pleno Atlântico Norte, dispersas ao longo de uma faixa com cerca de 600 km de extensão de Santa Maria ao Corvo e sensivelmente entre 37° e 40° de latitude norte e 25° e 31° de longitude oeste. Residem 246 772 pessoas (dados de 2011) neste território insular de 2 325 km2, que está a uma distância de 1 600 km do continente europeu e 2454 km do continente norte-americano (Canadá).

As ilhas do arquipélago foram divididas em três grupos geográficos: o Grupo Oriental, composto por Santa Maria e São Miguel, o Grupo Central integra as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, e o Grupo Ocidental constituído pelas ilhas Corvo e Flores. Os Açores, juntamente com os arquipélagos da Madeira, Canárias e Cabo Verde definem a região biogeográfica da Macaronésia, designação que significa “ilhas afortunadas”, para quem as habita e quem as visita.

Vista de Santa Maria - Férias nos Açores

HISTÓRIA

No plano lendário, há quem pretenda associar os Açores à Atlântida, mítico reino insular citado por Platão. Já num plano histórico, encontram-se alusões a nove ilhas em posições aproximadas das açorianas no oceano Atlântico, em livros e mapas cartográficos desde meados do século XIV. Mas é com a epopeia marítima portuguesa, liderada pelo Infante D. Henrique, que os Açores entram de forma definitiva no mapa da Europa. Desconhece-se se terá sido Diogo de Silves, em 1427, ou Gonçalo Velho Cabral, em 1431, o primeiro navegador a atingir o arquipélago. A origem do nome Açores é igualmente ponto de várias teorias. A mais divulgada associa a designação aos milhafres encontrados, então confundidos com outra ave de rapina: o açor. Certo é que o Infante D. Henrique impulsiona a humanização das ilhas. Primeiro com o lançar de animais, entre 1431 e 1432, depois pelo envio de colonos, a partir de 1439.

Desde então, o povoamento estende-se ao longo dos séculos XV (grupos oriental e central) e XVI (grupo ocidental). Judeus, mouros, flamengos, genoveses, ingleses, franceses e escravos africanos unem-se à gente de Portugal Continental para enfrentar os duros obstáculos da tarefa.

A empreitada épica forja um povo que, ao longo de séculos, resiste a erupções vulcânicas e terramotos, isolamento, invasões de piratas, guerras políticas, doenças infestantes. A resistência ao domínio espanhol na crise de sucessão dinástica de 1580 e o apoio à causa liberal na guerra civil (1828-1834) são reveladores da coragem dos açorianos. Já no século XX, esta bravura sobrevive na epopeia baleeira, quando os homens se lançam em pequenos botes de madeira para o confronto no imenso mar azul com os cachalotes agigantados.

Vista do Miradouro de Santa Iria - Férias nos Açores

NATUREZA

GEOLOGIA
Localizadas na zona de interacção das placas tectónicas euro-asiática, norte-americana e africana, as ilhas do Arquipélago dos Açores são todas de origem vulcânica. Ao longo dos milénios, erupções e sismos geraram um território com uma característica comum: a marca do vulcão. Mas cada ilha tem uma identidade própria: os fósseis de Santa Maria; as lagoas de São Miguel; as grutas da Terceira; os cones da Graciosa; as fajãs de São Jorge; a Montanha do Pico; o vulcão dos Capelinhos no Faial, as cascatas das Flores, e o Caldeirão do Corvo, são impressões digitais inconfundíveis. Viajar pelos Açores é conhecer nove ilhas onde o mesmo código genético acabou por gerar traços bem distintivos.

Serra do Cume - Férias nos Açores

AMBIENTE
A longa lista de parques naturais, áreas protegidas, espécies de flora e fauna com estatuto de protecção, reservas florestais, geopaisagens e locais com interesse geológico, é o garante da defesa de um legado natural inestimável. Como reconhecimento deste esforço, os Açores são considerados um santuário de biodiversidade e de geodiversidade, e um dos melhores destinos para a prática de Turismo de Natureza.

FLORA
Os primeiros povoadores do Arquipélago encontraram exemplares de cedro-do-mato, urze, louro, pau-branco e sanguinho, entre várias outras dezenas de espécies endémicas que ainda hoje se observam nas ilhas açorianas. Ao longo dos séculos, o homem acrescentou novos contornos à paisagem. Recebidas por um clima benévolo, árvores como a criptoméria, a araucária e o metrosídero tornaram-se parte importante da paisagem açoriana, onde não falta o azul e o rosa da flor da hortênsia.

FAUNA
O arquipélago é casa natural de espécies de aves como o milhafre, cagarro, garajau, pombo-torcaz e melro-negro. Na Serra da Tronqueira, em São Miguel, o priôlo tem estatuto de protecção especial, dada a sua raridade. Nos céus dos Açores esvoaça o único mamífero endémico das ilhas: o morcego. Um leque alargado de espécies de aves marinhas migratórias escolhe o solo açoriano para descansar das longas viagens intercontinentais.
No Oceano Atlântico, a vida multiplica-se por mais de duas dezenas de espécies de golfinhos e baleias que residem ou cruzam os mares dos Açores. Abundantes colónias de moluscos, crustáceos e peixes complementam uma extraordinária diversidade aquática.

Ilhéu de Baixo - Férias nos Açores

PATRIMÓNIO

ILHAS DE EXCELÊNCIA
Os Açores têm procurado afirmar-se como ilhas de qualidade e excelência, onde aquilo que é genuíno e diferenciador marca a diferença e impõe-se num mundo globalizado, e contribui para a valorização do seu património natural e cultural. A classificação pela UNESCO do centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo e da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património Mundial da Humanidade são reconhecimentos de monta. Tal como a classificação das ilhas Graciosa, Corvo e Flores como Reservas da Biosfera.
Noutras frentes, o arquipélago afirma-se como destino turístico de excelência e respeitador dos valores ambientais e socioculturais. Assim o atestam iniciativas e galardões nacionais e internacionais, como a eleição da Lagoa das Sete Cidades e da Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico como Maravilhas Naturais de Portugal. Ou o epíteto de “segundas melhores ilhas do mundo do ponto de vista do turismo sustentável”, onde, a par da simpatia das populações, se enaltece uma preservação ambiental bem sucedida e um desenvolvimento turístico feito de forma harmoniosa. O Geoparque Açores, que em breve se candidata às redes europeia e global sob os auspícios da UNESCO, representa o mais recente desafio nesta caminhada.

Farol Gonçalo Velho - O que ver nos Açores

ARQUITECTURA
A arquitectura é um dos principais pontos de atracção que poderá ver nos Açores. No conjunto de igrejas, conventos, solares e casas rurais espalhadas pelo arquipélago, aprecia-se o bailado cromático entre as paredes de alvenaria branca e a pedra de cantaria de basalto, ignimbrito e traquito. Moinhos de vento e azenhas, varandas de ferro forjado, fornos e chaminés, ruas, ruelas e becos estreitos e casas de paredes inteiramente de pedra escura, são outros elementos que dão tipicidade a cada uma das ilhas. Angra do Heroísmo, na Terceira, é um repositório especial da identidade arquitectónica dos Açores, acrescentado pelo tom de arco-íris das fachadas pintadas de cores garridas.

Centro Histórico de Ponta Delgada - O que visitar nos Açores

CULTURA
Se procura locais para visitar nos Açores então,através de variadas colecções etnográficas, os museus açorianos reflectem uma história muito ligada ao cultivo da terra, criação de animais, artesanato e pesca. A caça à baleia ganha especial atenção nas ilhas do Pico e do Faial, com vestígios e relatos de uma época interpretada por homens valorosos. O espólio de arte sacra preenche salas de exposição museológica, mas grande parte do valor artístico permanece no interior das igrejas.
Ao longo dos séculos, o povo açoriano manifestou uma elevada consciência política que ajudou a moldar personalidades ilustres, como o primeiro presidente da República de Portugal, Manuel de Arriaga, ou o seu sucessor, Teófilo Braga. A tradição de activismo social manter-se-ia, condimentada com os dotes poéticos e literários, com um certo cunho de lirismo, de Antero de Quental, Vitorino Nemésio e Natália Correia, ou artísticos, de Domingos Rebelo e Canto da Maya.

Angra do Heroísmo - O que ver nos Açores

ARTESANATO
Flores de escamas de peixe, gravuras em dente de cachalote, bonecas de folhas de milho, miniaturas em miolo de figueira. Quatro exemplos do engenho açoriano em aproveitar os recursos naturais para fins artesanais. Na cerâmica, tecelagem e bordadura, as cores vivas juntam-se ao branco para compor padrões singulares.
Herança dos tempos dos povoadores, a viola da terra continua a ser tocada – e manufacturada – em muitos pontos do arquipélago. Actualmente, os conservatórios açorianos já integram o ensino da viola da terra que exige uma técnica específica para ser tocada.

Fechaduras de madeiro típicas do Corvo - O que ver nos Açores

FESTIVIDADES

Os terramotos e erupções vulcânicas que assolaram as ilhas açorianas ao longo de séculos são responsáveis por algumas das tradições religiosas que continuam a ser vividas com grande fervor. Os Romeiros que palmilham São Miguel durante a época da Quaresma remontam ao século XVI: na época, os habitantes solicitaram auxílio divino para aplacar a ira da Natureza. Pagamentos de promessas atendidas, estas romarias sobreviveram ao passar dos séculos.

Aspecto etnográfico mais característico dos Açores, o culto ao Divino Espírito Santo estende-se de Maio a Setembro tendo como epicentro da festa pequenas capelas conhecidas por “impérios”. O pendor católico do arquipélago estende-se para outras festas, como a do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em São Miguel, ou as procissões dos santos padroeiros de cada freguesia. Frequentemente, a religião dá as mãos a iniciativas de cariz profano, como bem exemplificam as Sanjoaninas da Terceira. Dos programas festivos podem constar arraiais, marchas, concertos de música, provas desportivas náuticas, eventos culturais, feiras de gastronomia, mostras de artesanato e até touradas.

O Carnaval, vivido com intensidade e imaginação em várias ilhas, é exemplo máximo do espírito festivo dos açorianos, com danças, bailinhos e corsos carnavalescos. A música faz parte da alma insular e quase todas as freguesias têm a sua banda filarmónica. As cantigas ao desafio continuam a semear boa disposição entre quem as ouve. E as modinhas populares e grupos folclóricos embelezam as festas que marcam todo o período de Verão.

A estas tradições seculares, os Açores juntaram um conjunto de eventos modernos para evocar o passado, de olhos postos no futuro. Semana do Mar (Faial), Festa dos Baleeiros (Pico), Maré de Agosto (Santa Maria), Semana Cultural das Velas (São Jorge) ou Festa do Emigrante (Flores) são pontos altos num calendário festivo muito preenchido.

Senhor Santo Cristo dos Milagres - Turismo Cultural nos Açores

GASTRONOMIA

Apesar de existirem traços comuns na gastronomia açoriana, o receituário de cada ilha apresenta sempre um cunho próprio, venha fazer turismo gastronómico nos Açores para conhecer as várias nuances do arquipélago.

PEIXE E MARISCO
Atum, chicharros, cavala, abrótea, pargo e espadarte são comuns na cozinha açoriana. Grelhados, fritos, guisados, assados, em caldeiradas ou em caldos de peixe, sobressaem pela frescura. Às lagostas, cavacos, santolas e caranguejos juntam-se crustáceos como as cracas. Ou as lapas, tratadas com Molho Afonso, na grelha, em arroz ou açorda. Em São Jorge, crescem as únicas amêijoas do arquipélago.

Sopa de Peixe - Gastronomia nos Açores

CARNE
A carne de vaca dos Açores tem indicação geográfica protegida e sustenta pratos como a alcatra da Terceira, a molha de carne ou o simples bife à regional. Os torresmos de molho de fígado e os enchidos são iguarias a não perder: a linguiça é prato principal quando servida com inhame e a morcela serve de entrada, acompanhada de ananás.

Alcatra - Turismo Gastronómico

QUEIJO
O Queijo de São Jorge encima uma tradição de múltiplos e saborosos produtos lácteos, onde mãos habilidosas e tempos de cura são segredos para uma miríade de sabores e texturas. Que começa com o queijo fresco, servido com pimenta da terra. Quando servem de sobremesa, podem acompanhar-se de banana ou doce de capucho, uma espécie de tomate de sabor exótico e perfumado.

Queijo de São Jorge - Turismo Gastronómico

FRUTA
Para além de bananas e maçãs, o clima açoriano permite também o cultivo de frutas exóticas como o araçá ou a anona. O ananás e o maracujá de São Miguel têm direito ao selo de garantia Denominação de Origem Protegida.

Ananases - Turismo Gastronómico em São Miguel



DOCES
A doçaria com sinais de tradição conventual assume especial força no conjunto de bolinhos e docinhos típicos de cada ilha, que surpreendem pelos nomes e sabor.

Queijadas da Graciosa - Gastronomia nos Açores

BEBIDAS
No Pico, Graciosa e Terceira produz-se vinho, agora à base de novas castas e em complemento do outrora famoso verdelho. Cerveja, refrigerantes, vinhos licorosos, licores de frutos e aguardentes complementam uma oferta variada. O cultivo do chá em São Miguel é mais uma nota de exotismo nos prazeres da mesa açoriana.

Plantação de Chá - Gastronomia nos AçoresVinho produzido nas vinhas - Turismo Gastronómico

ESPECIALIDADES
No Cozido das Furnas, carnes e legumes cozem numa panela enterrada em solos geotérmicos. À Festa do Espírito Santo associam-se tradições gastronómicas como a Sopa do Espírito Santo, a Massa Sovada ou o arroz doce. Já os bolos lêvedos das Furnas são servidos a qualquer refeição e altura do ano.

Lapas - Turismo Gastronómico